Quando arrebenta uma corda,
a guitarra me diz,
as minhas piores verdades.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Comentário
Catatau...
seu poema tem visceras,
olhos dilatados,
e arritmia,
catatau,
seu poema...
é a verdadeira poesia.
seu poema tem visceras,
olhos dilatados,
e arritmia,
catatau,
seu poema...
é a verdadeira poesia.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Poema para Pako
Em Belém, não tem mais nada
a cidade ficou oca,
cada um com seu cigarro,
cada espaço da calçada.
em Belém, tudo e receio
todos os sonhos cabisbaixos,
os relógios entre as horas,
e os botecos já fechados.
Nesta cidade haja deus,
pra tantos homens castigados,
tantas estrelas se escondendo,
por trás das luzes dos carros.
Como somos solitários,
como comemos o medo.
entre tanta queda d'água
também caimos no meio.
a cidade ficou oca,
cada um com seu cigarro,
cada espaço da calçada.
em Belém, tudo e receio
todos os sonhos cabisbaixos,
os relógios entre as horas,
e os botecos já fechados.
Nesta cidade haja deus,
pra tantos homens castigados,
tantas estrelas se escondendo,
por trás das luzes dos carros.
Como somos solitários,
como comemos o medo.
entre tanta queda d'água
também caimos no meio.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Poema do boteco.
Espero, que um poema me prenha!
Afinal, as palavras acabaram?
Ou não existe poeta, ao menos Poeta,
que não acabe seus versos, com versos
a Internet,
cachorro por cachorro,
tenho que lêr ao menos,
um poema que doa
que não soe como propaganda,
mas as arvóres do bosque
nunca foram tão verdes,
meu sentimento
é projeção em tela,
nota por nota de guitarra
a ser gozada
mas ninguem goza com isso,
afinal, minhas palavras acabaram...
ou isso é um parto?
mas a poesia esta na rede,
esta pensando,
nós
de ressaca,
e ela dedilhando um violão
talvez o útero tenha sido doloroso,
estamos apenas de ressaca,
e não encontramos a palavra certa...(pra falar aquilo)
merecemos uma palavra nova,
mas já a tanta,
nós apenas estamos chupando o dedo,
e aprendendo a conversar,
a um alienigena em nosso quarto,
e a
Internet...
fala bem dificil.
Afinal, as palavras acabaram?
Ou não existe poeta, ao menos Poeta,
que não acabe seus versos, com versos
a Internet,
cachorro por cachorro,
tenho que lêr ao menos,
um poema que doa
que não soe como propaganda,
mas as arvóres do bosque
nunca foram tão verdes,
meu sentimento
é projeção em tela,
nota por nota de guitarra
a ser gozada
mas ninguem goza com isso,
afinal, minhas palavras acabaram...
ou isso é um parto?
mas a poesia esta na rede,
esta pensando,
nós
de ressaca,
e ela dedilhando um violão
talvez o útero tenha sido doloroso,
estamos apenas de ressaca,
e não encontramos a palavra certa...(pra falar aquilo)
merecemos uma palavra nova,
mas já a tanta,
nós apenas estamos chupando o dedo,
e aprendendo a conversar,
a um alienigena em nosso quarto,
e a
Internet...
fala bem dificil.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Reflexão a cerca deste veículo de propagação de idéias(o blog):
Afinal de contas, o que se esperar de um blog ? Recentemente, movido por idéias um pouco confusas e paradoxais, dei cabo em minha singela página virtual, como já é de minha personalidade restritiva e saudosista. Por algum motivo acreditava que definitivamente blog não era lugar pra Poema, as vezes sou apossado, por não sei que tipo de espírito, que me faz conceber estas formas de tecnologias atuais, como instrumentos contribuintes ao desapreço das artes, e sou abatido por algum tipo de melancolia que sinceramente não sei explicar muito bem, é um tipo de sentimento completamente reacionário,que nos melhores casos quando consigo manter o bom humor, me faz deitar ao lado de um dos meus queridos cds de blues, e ir totalmente longe, de qualquer coisa que eu enxergue durante meu dia-a-dia, ir para o “cafundó do Judas”, como as vezes sinto que alguns tem vontade de me mandar, quando tal espírito se apossa de mim.
Mas saindo da poesia, e indo ao que interessa. Este fim repentino a minha página, foi movido por alguns questionamentos referentes a utilidade deste veiculo, seu publico, e o modo como ele atinge este. Não sei se conseguirei primeiramente expressar minhas idéias e segundamente ser coerente com elas, mas assim tentarei. Começando por razões poéticas (por favor me dêem a liberdade!?). Já a algum tempo com os fins de explicar esse meu desprezo pelo “poema virtual”(me dêem essa liberdade também....), pensei em uma explicação um tanto poética a esse sentimento desabrigado.
Não sei qual é a influência do poema sobre o tato, claro, apenas a pessoas que enxergam(pois às que não, acredito ser isso aparentemente óbvio,apesar de parecer um pouco estranho tradução de poemas para braile, mas se traduzem, enfim...), mas acredito que ela exista, acho que de alguma forma além de pelos olhos, o tato, é também uma forma de que o poema se usa pra chegar a alma, isso é um tanto quanto metafísico, e nem um pouco cientificamente coerente, mas foi uma idéia que me ocorreu e que adorou ser repetida, quando sou questionado ou mesmo não, sobre meu maior apreço e respeito, mesmo a poemas ruins, a partir que sejam “tangíveis”. Não sei, talvez eu seja um cético daqueles que só acredita vendo, e quando referente a coisas de menor dimensão(espacial), sou de uma geração que se acostumou a ver com as mãos, e talvez isso explique um pouco a poesia.
Em direção a explicações cientificas, talvez estas não passem de questões, que talvez não abrangem só o poema, mas todas as formas de arte, ou pelo menos aquelas com as quais sou mais entrosado a falar, como não poderia faltar a musica, claro. O que quero pôr em pauta (fazendo clara referencia a minha razão poética) sobre os meios “virtuais” de divulgação da arte( se que ela existe...), é o seguinte:
“Até que ponto, os Meios com que são reproduzidas as expressões de arte, influenciam na própria?”
Não sei se esta é uma questão interessante apenas a minha ignorância, mas não poderia deixa-la presa, ao ponto de se tornar um dogma interno, mas agora aí está sua liberdade.
Talvez este texto esteja repleto de contradições como são a maioria de nossas heranças, mas quero deixar claro que a partir de tais questionamentos, como acabei de reparar em minha própria releitura, devo explicitar que por mais que possa parecer, em momento algum quero afirmar que o “poema em si” seja algo tangível, mas enfim, será se ele não pode ser?
Obs: Me desculpem qualquer erros, confusões e infelicidades da minha parte, objeções a vontade.
Mas saindo da poesia, e indo ao que interessa. Este fim repentino a minha página, foi movido por alguns questionamentos referentes a utilidade deste veiculo, seu publico, e o modo como ele atinge este. Não sei se conseguirei primeiramente expressar minhas idéias e segundamente ser coerente com elas, mas assim tentarei. Começando por razões poéticas (por favor me dêem a liberdade!?). Já a algum tempo com os fins de explicar esse meu desprezo pelo “poema virtual”(me dêem essa liberdade também....), pensei em uma explicação um tanto poética a esse sentimento desabrigado.
Não sei qual é a influência do poema sobre o tato, claro, apenas a pessoas que enxergam(pois às que não, acredito ser isso aparentemente óbvio,apesar de parecer um pouco estranho tradução de poemas para braile, mas se traduzem, enfim...), mas acredito que ela exista, acho que de alguma forma além de pelos olhos, o tato, é também uma forma de que o poema se usa pra chegar a alma, isso é um tanto quanto metafísico, e nem um pouco cientificamente coerente, mas foi uma idéia que me ocorreu e que adorou ser repetida, quando sou questionado ou mesmo não, sobre meu maior apreço e respeito, mesmo a poemas ruins, a partir que sejam “tangíveis”. Não sei, talvez eu seja um cético daqueles que só acredita vendo, e quando referente a coisas de menor dimensão(espacial), sou de uma geração que se acostumou a ver com as mãos, e talvez isso explique um pouco a poesia.
Em direção a explicações cientificas, talvez estas não passem de questões, que talvez não abrangem só o poema, mas todas as formas de arte, ou pelo menos aquelas com as quais sou mais entrosado a falar, como não poderia faltar a musica, claro. O que quero pôr em pauta (fazendo clara referencia a minha razão poética) sobre os meios “virtuais” de divulgação da arte( se que ela existe...), é o seguinte:
“Até que ponto, os Meios com que são reproduzidas as expressões de arte, influenciam na própria?”
Não sei se esta é uma questão interessante apenas a minha ignorância, mas não poderia deixa-la presa, ao ponto de se tornar um dogma interno, mas agora aí está sua liberdade.
Talvez este texto esteja repleto de contradições como são a maioria de nossas heranças, mas quero deixar claro que a partir de tais questionamentos, como acabei de reparar em minha própria releitura, devo explicitar que por mais que possa parecer, em momento algum quero afirmar que o “poema em si” seja algo tangível, mas enfim, será se ele não pode ser?
Obs: Me desculpem qualquer erros, confusões e infelicidades da minha parte, objeções a vontade.
Um novo Poema
Como conhecer o verso?
se a própria memória,
é cativa e penosa.
se os lenços, silêncios e acenos,
são sombras constantes,
que vivem a espreitar os ombros.
Como conhecer o verso?
se tudo se verteu
em uma melancolia cotidiana,
onde poucos sorrisos se abrem,
sem pedir passagem..
E agora,
que os convites,
se tornaram rasos.
e que nada,
se conhece por acaso,
que todas as portas e janelas,
se fecharam,
que os olhares,
já perderam sua razão.
Como conhecer,
a cada passo,
um novo desejo,
debruçado sobre o chão?
e descobrir dia pós dia,
todo mistério,
de um novo pôr-do-sol?
se a própria memória,
é cativa e penosa.
se os lenços, silêncios e acenos,
são sombras constantes,
que vivem a espreitar os ombros.
Como conhecer o verso?
se tudo se verteu
em uma melancolia cotidiana,
onde poucos sorrisos se abrem,
sem pedir passagem..
E agora,
que os convites,
se tornaram rasos.
e que nada,
se conhece por acaso,
que todas as portas e janelas,
se fecharam,
que os olhares,
já perderam sua razão.
Como conhecer,
a cada passo,
um novo desejo,
debruçado sobre o chão?
e descobrir dia pós dia,
todo mistério,
de um novo pôr-do-sol?
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