quarta-feira, 22 de abril de 2009

Quanto ao titulo do blog, e citações constantes feitas a cães pela minha pessoa:

Não, eu não tenho vontade de ter um cachorro como já cogitaram alguns, " ah é menino de apartamento não pôde criar cachorro...eu acho que é porquê ele é muito sozinho...", não tem nada a ver, de fato, eu até que acho o cachorro um animal interessante, mas o que eu acho que ninguém nunca compreendeu, e que quando falo em cachorro eu não me refiro a um poodle, um yorkshire, ou qualquer bicho doméstico, que tenha sido feito em um laboratório( com todo respeito aos seus donos), eu falo em um um cão de verdade, um lobo, um urso, ou quem sabe no próprio(a minha incrustada moral cristã...). A verdade(pra variar) é que esse cão pelo qual eu tenho tanto apreço deve ser eu próprio, minha poesia,minha religião, o sentimento blues,ou qualquer outra coisa que vá além,da simpatia cotidiana e da lei da boa convivência,e como dizia, eu mesmo agora”eu adoro heavy metal”(sacanagem...) “quanto maior a repressão maior o cão”(dai se tira a liberdade de espírito daqueles cãezinhos que não param de latir),enfim soa bonito. Esse cão que eu tanto falo, late alto dentro do meu peito, e vez ou outra chega até a atentar a vizinhança.
Talvez a psicanálise diga que é alguma marca de infância, e realmente naqueles tempos, com exceção do barbeiro(inseto óbvio, eu não era peludo nessa época) das aulas de ciência, nada me amedrontava mais do que um cachorro,em especial um que correu atrás de mim em Mirasselvas, só a boca dele engolia umas duas crianças de bicicleta e o pior era o conselho dos meus pais e tios :" só não ter medo", mas quando que isso adiantaria, poderia passar imponente como o mais nobre dos reis, ao seu lado mais ele transfigurava minha alma toda, e era impossível não sentir ela se tremendo,pois aquele cão era eu próprio correndo atrás de mim, a diferença é que naquele dia ele tomou a atitude.E até hoje esse cão aqui dentro ainda mostra os dentes pra mim, mas eu não pisco, nem arregalo os olhos,e as vezes até lhe acaricio os pêlos.
E que se de por explicado,que apesar do gato ser traiçoeiro, o “au-au” é bem mais mau quando é pra se vingar.

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